Motorista denuncia ônibus parados em Salvador durante votação do segundo turno

Um motorista rodoviário de Salvador denunciou que ônibus foram mantidos parados nas garagens durante o segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25). Segundo ele, veículos com adesivos do número 13, ligado ao PT, foram impedidos de circular e os motoristas não podiam retirar os adesivos.

Qual foi a ordem para os ônibus parados em Salvador?

De acordo com o funcionário, a orientação veio da Prefeitura de Salvador, administrada por Bruno Reis, e atingiu várias garagens, incluindo operações do sistema Integra e do BRT. Mais de 100 ônibus foram retidos, afetando linhas em diversos bairros da capital, como Lobato, Plataforma, Calçada, São Rafael, Mussurunga e Brotas.

Como a população foi afetada pela redução da frota?

A retenção dos ônibus causou longas esperas e aglomerações nos pontos de ônibus. A prefeitura havia anunciado gratuidade e circulação integral da frota durante a votação, mas a redução prejudicou o deslocamento dos eleitores em toda a cidade.

O que a Justiça determinou sobre os ônibus parados em Salvador?

Após ação da Federação Brasil da Esperança, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia ordenou o restabelecimento imediato de todos os ônibus com frequência normal. Também mandou prender o secretário municipal de Mobilidade e aplicou multa por hora de descumprimento. Durante fiscalização, foram encontrados 252 ônibus aptos, mas parados em garagens.

Qual a versão da Prefeitura sobre os ônibus parados em Salvador?

A Prefeitura atribuiu a retenção dos ônibus aos adesivos eleitorais do PT, supostamente colocados por integrantes do sindicato dos rodoviários. O secretário Pablo Souza explicou que a demora na liberação foi por dificuldades burocráticas para retirar os adesivos, negando má-fé. O serviço foi normalizado após diálogo com sindicatos.

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