Categoria: Política

  • Lula quer avançar com cinco pautas no Congresso até o fim do ano

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta avançar com cinco pautas no Congresso até o fim do ano, aproveitando a força conquistada após a aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado. A vitória recente dá ao governo a chance de acelerar propostas antes do recesso legislativo, que começa em 23 de dezembro.

    Quais são as pautas no Congresso que Lula quer priorizar?

    Entre as prioridades do Planalto estão a regulamentação das apostas online, a proposta de tarifa zero no transporte público aos fins de semana, a reforma tributária, a aprovação do Orçamento de 2027 e a análise de indicações de autoridades para agências reguladoras. Essas medidas foram apresentadas como parte da agenda para os próximos meses.

    Como o governo pretende garantir a aprovação das pautas no Congresso?

    O governo conta com o apoio dos presidentes do Senado e da Câmara para conduzir as votações, além de aproveitar a atual composição do Congresso, que é vista como mais favorável para aprovar as propostas. A estratégia é acelerar as votações antes da posse dos novos parlamentares, prevista para fevereiro de 2027, quando a oposição terá maior presença.

    Quais desafios Lula enfrenta para avançar suas pautas no Congresso?

    Algumas propostas, como a medida provisória que proíbe as apostas online, têm prazo para votação e podem perder validade se não forem aprovadas até novembro. Já a tarifa zero enfrenta o desafio de definir fontes de financiamento para a gratuidade do transporte. Além disso, o Orçamento de 2027 envolve negociações complexas sobre recursos e emendas parlamentares.

    Com essa agenda, Lula busca consolidar avanços importantes no Congresso antes do recesso e garantir a continuidade de sua gestão com o apoio legislativo necessário.

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  • Senado aprova PEC da Segurança sem reduzir maioridade penal

    O Senado aprovou nesta terça-feira a PEC da Segurança sem a redução da maioridade penal, tema que foi desmembrado para tramitar separadamente. A proposta fortalece a integração dos órgãos de segurança e combate ao crime organizado.

    Por que a PEC da Segurança não inclui a redução da maioridade penal?

    As emendas que tratavam da redução da maioridade penal foram retiradas da PEC da Segurança Pública. Parlamentares divergem sobre essa decisão, com alguns criticando a retirada e outros defendendo que o tema seja discutido em separado.

    Qual a posição dos deputados sobre a maioridade penal?

    Deputados da oposição criticaram a exclusão da redução da maioridade penal. Alguns, como Delegado Paulo Bilynskyj, consideram um recuo político. Já outros parlamentares defendem que a redução da maioridade penal deve ser analisada em proposta própria, separada da PEC da Segurança.

    O que acontece agora com a PEC da Segurança e a maioridade penal?

    A PEC da Segurança aprovada pelo Senado segue para promulgação. A discussão sobre a redução da maioridade penal continuará em outra proposta, atualmente analisada por comissão especial na Câmara dos Deputados.

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  • Senado deve receber cálculo da alíquota da CBS na próxima terça

    O Senado deve receber na próxima terça-feira o cálculo da alíquota da CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, fixada em 11,3% para 2027 pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O estudo será encaminhado à Presidência do Senado e depois à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que vai elaborar o projeto de resolução para definir o percentual final.

    Qual o próximo passo para definir a alíquota da CBS?

    A CAE aprovou por unanimidade um requerimento para realizar audiência pública na terça-feira, mesma data em que o cálculo será entregue. O objetivo é discutir o método do TCU e os impactos da alíquota para os contribuintes e setores econômicos. A comissão terá representantes do TCU, Receita Federal, Ministério da Fazenda, secretarias estaduais e entidades produtivas para esclarecer dúvidas.

    Por que a alíquota da CBS causou surpresa?

    O valor de 11,3% é maior que a estimativa anterior de 9,21%, o que gerou questionamentos do relator do projeto, senador Eduardo Braga. Ele defende uma análise detalhada dos critérios usados para o cálculo, ressaltando que o debate precisa ser feito com responsabilidade no Senado.

    Quais outras preocupações envolvem a alíquota da CBS?

    Durante a discussão, foi levantada a preocupação com o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que é de competência de estados e municípios. A soma das alíquotas pode ultrapassar 30%, segundo o senador Esperidião Amin. Braga concorda, mas prefere focar primeiro na CBS, já que o IBS ainda não tem alíquota definida.

    O senador Izalci Lucas também tomou providências, enviando requerimentos para esclarecer o rito legislativo e os dados usados no cálculo. Ele propôs ainda um projeto para verificar anualmente a alíquota. Caso o Senado não aprove a resolução até 15 de dezembro, valerá o percentual calculado pelo TCU.

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  • Preços de hospedagem na posse de Lula disparam até 23 vezes em Brasília

    Os preços de hospedagem na posse do presidente Lula, em 5 de janeiro, em Brasília, chegaram a ser até 23,5 vezes maiores do que na semana seguinte, segundo levantamento do gabinete do deputado federal eleito Fábio Felix (PSOL-DF). O estudo analisou mais de 360 ofertas em plataformas como Booking.com e Airbnb.

    Como os preços variaram na posse de Lula?

    De acordo com a análise, no Booking.com a diária média na noite da posse foi de R$ 4.578,59, contra R$ 467,39 na semana seguinte. No Airbnb, a média caiu de R$ 3.612,44 para R$ 290,61 no mesmo período.

    Qual foi a maior diferença encontrada?

    Um caso chamou atenção: a mesma acomodação foi anunciada por R$ 12.516 na noite da posse e por R$ 532 uma semana depois, uma diferença de 23,5 vezes no valor da diária.

    O que está sendo feito sobre os preços abusivos?

    O deputado Fábio Felix apresentou uma representação ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para investigar possíveis cobranças abusivas durante o evento. A medida busca esclarecer se houve irregularidades nas tarifas praticadas.

    Leia também: Proposta de teto para Selic gera tensão na equipe econômica de Lula · Humberto Martins descarta voltar à política após votação fraca em 2026 · Presidente do PT negocia com Centrão para garantir governabilidade de Lula

  • Proposta de teto para Selic gera tensão na equipe econômica de Lula

    O tema do teto para Selic tem causado barulho na equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva logo no início do seu quarto mandato. A ideia de limitar a taxa de juros, atualmente em 13,75% ao ano, a um teto vinculado ao crescimento do PIB ganhou força após o economista André Lara Resende sugerir uma redução gradual para 7,5% em 12 meses. Essa proposta prevê uma coordenação mais integrada entre a política fiscal e monetária, diferente do modelo atual que foca apenas em metas de inflação.

    Qual é a polêmica sobre o teto para Selic?

    Apesar do burburinho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que o governo esteja considerando tabelar os juros e afirmou que não há reunião marcada entre Lula e Lara Resende. No entanto, o economista José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo, defendeu publicamente a proposta de Lara Resende, destacando a importância de um mecanismo mais amplo para coordenar as políticas econômica e fiscal.

    Quem apoia e quem rejeita a ideia na equipe de Lula?

    A ex-ministra Gleisi Hoffmann classificou a proposta como essencial para enfrentar a pressão do mercado financeiro, enquanto o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que apenas o ministro Durigan fala oficialmente sobre política econômica. O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, cotado para o Ministério da Fazenda, também entrou no debate destacando a importância do equilíbrio fiscal.

    O que muda para o governo e o mercado financeiro?

    Com o mercado apreensivo, Lula tem evitado antecipar a escolha do ministro da Fazenda. A discussão sobre o teto para Selic evidencia os desafios do novo governo em alinhar suas políticas econômicas diante de um cenário político conservador no Legislativo. O debate segue aberto enquanto especialistas e membros do governo ponderam os caminhos para a economia brasileira.

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  • Humberto Martins descarta voltar à política após votação fraca em 2026

    Humberto Martins política teve um capítulo breve e pouco promissor nas eleições de 2026 para deputado federal pelo Rio de Janeiro. Com apenas 1.124 votos, o ator decidiu que não pretende tentar uma nova candidatura. Ele avaliou sua experiência eleitoral como interessante, mas incompatível com seu perfil.

    Por que Humberto Martins política não deu certo?

    O ator atribuiu o desempenho ruim nas urnas à falta de empenho da equipe e ao pouco reconhecimento do partido Democracia Cristã, pelo qual concorreu. Segundo ele, o partido era pequeno e pouco conhecido, o que dificultou sua eleição. Apesar disso, Martins disse estar satisfeito com o resultado e com o aprendizado da experiência.

    O que motivou Humberto Martins a entrar na política?

    Martins explicou que sua trajetória artística, marcada por viagens e contato com diversas realidades do Brasil, o fez enxergar problemas sociais que poderiam ser enfrentados pelo poder público. Ele acreditava que poderia ajudar com seu conhecimento geográfico e cultural do país, contando ainda com assessores especializados para as questões técnicas da política.

    Qual é o futuro de Humberto Martins após a política?

    Após a derrota eleitoral, Humberto Martins declarou que seu foco agora está nos projetos artísticos, como o filme “Deixe-me Viver”, no qual interpreta o pai de uma jovem com câncer terminal. Sobre temas políticos atuais, como a saída de Flávio Bolsonaro do país, o ator preferiu não comentar e afirmou estar em outra fase da vida.

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  • Presidente do PT negocia com Centrão para garantir governabilidade de Lula

    O presidente do PT, Edinho Silva, está à frente das negociações com partidos do Centrão, como Republicanos e MDB, para ampliar a base de apoio e garantir a governabilidade do próximo mandato de Lula. Essas conversas, que devem se intensificar nos próximos dias, têm como foco a participação dessas siglas no novo governo.

    Como funcionam as negociações com o Centrão?

    Edinho Silva já marcou reuniões com presidentes de partidos do Centrão, que demonstraram abertura para o diálogo. A ideia é que a entrada desses partidos no governo venha acompanhada de contrapartidas políticas claras, especialmente o alinhamento nas votações importantes para o Executivo.

    Qual a importância das contrapartidas para Lula?

    Diferente do terceiro mandato, espera-se que a participação no governo seja condicionada ao apoio nas pautas prioritárias. Isso ganha relevância diante da bancada expressiva do PL na Câmara e no Senado, e busca evitar a concentração do poder apenas no PT, abrindo espaço para o Centrão em cargos estratégicos.

    O que muda na montagem do novo governo?

    Além das negociações com o Centrão, a composição da equipe econômica e outras definições internas estão em fase decisiva. As articulações refletem a promessa de Lula de um “novo jeito de governar”, focado em uma base parlamentar mais sólida e coesa para o próximo mandato.

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  • Ministros ganham elogios de Lula pelo desempenho nas redes sociais

    Alguns ministros do governo federal ganharam destaque e elogios do presidente Lula pelo desempenho nas redes sociais. Entre eles estão as ministras Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Fernanda Machiaveli, do Desenvolvimento Agrário, e o ministro Paulo Pereira, do Empreendedorismo. Eles foram reconhecidos por defenderem o governo em seus perfis pessoais.

    Quem são os ministros que conquistaram Lula nas redes sociais?

    Além do deputado André Janones, que já havia chamado a atenção do presidente, as ministras Esther Dweck e Fernanda Machiaveli, assim como o ministro Paulo Pereira, se destacaram por sua atuação digital. Lula, que ainda está se adaptando ao uso do celular, soube das postagens desses auxiliares graças à ajuda da primeira-dama Janja.

    Por que o desempenho nas redes sociais importa para Lula?

    O presidente valoriza a defesa do governo nas redes sociais, considerando essas ações importantes para fortalecer a imagem da gestão. Os ministros que se engajam em suas redes pessoais ganham pontos positivos junto a Lula, que acompanha de perto a movimentação digital de seus aliados.

    Como a primeira-dama Janja ajuda na comunicação digital?

    Janja tem papel fundamental ao informar Lula sobre as postagens e atividades nas redes sociais dos ministros e aliados. Essa participação facilita o contato do presidente com as ações digitais do governo, especialmente porque Lula está iniciando seu manejo com o celular.

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  • Marquinho é a única cidade do Brasil com empate entre Lula e Flávio Bolsonaro

    Marquinho, uma cidade do interior do Paraná, foi a única do Brasil a registrar empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno da disputa presidencial. Cada candidato recebeu exatamente 1.530 votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Como foi o empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em Marquinho?

    Com cerca de 4.500 habitantes e 3.875 eleitores aptos, Marquinho ainda teve 25 votos brancos, 42 nulos e 748 abstenções. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro liderou com 1.473 votos, contra 1.337 de Lula, que conseguiu igualar o placar no segundo turno.

    Para onde foram os votos dos outros candidatos?

    No primeiro turno, o governador Ronaldo Caiado ficou em terceiro com 65 votos, seguido por Augusto Cury com 62 e Renan Santos com 33. Acredita-se que os votos desses candidatos migraram para Lula no segundo turno, ajudando a equilibrar a disputa.

    O que diz o prefeito sobre a eleição em Marquinho?

    O prefeito Elio Bolzon Junior, do MDB, não apoiou nenhum candidato e destacou que a cidade, embora dividida, não registrou confusões durante o período eleitoral. Ele reforçou a importância do respeito à diversidade de opiniões como essência da democracia.

    Em 2024, o prefeito foi reeleito sem dificuldades, obtendo mais de 84% dos votos válidos em uma eleição sem concorrentes.

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  • Mulheres no Congresso em 2027 batem recorde e dominam cenário político

    As mulheres no Congresso terão presença recorde em 2027, com 109 deputadas na Câmara e 12 senadoras no Senado. Essa marca histórica eleva a participação feminina a 21% na Câmara e 22% no Senado, refletindo uma ampliação significativa do espaço político feminino.

    Qual o perfil das mulheres no Congresso?

    Apesar do crescimento, o grupo não é homogêneo. A direita elegeu mais mulheres do que a esquerda em ambas as Casas. No Senado, metade das senadoras eleitas são de partidos de direita e centro-direita, como PL, PSDB, Republicanos e União Brasil, que somam 10 das 18 senadoras. A esquerda e centro-esquerda, representada por PT, PDT e Rede, conquistou quatro vagas, enquanto o centro, com MDB e Podemos, ficou com duas. Na Câmara, a divisão é mais equilibrada, com 50 deputadas da direita e 47 da esquerda.

    Como o PL apostou nas mulheres no Congresso?

    O PL investiu em candidaturas femininas para ampliar seu alcance além da direita tradicional. O partido aumentou o número de filiadas em cerca de 18% desde 2020, com uma estratégia de formação política em grupos pequenos, liderada por Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama foi eleita senadora pelo Distrito Federal, com 29% dos votos, e teve como foco direitos de pessoas com deficiência e doenças raras.

    Quem são as mulheres mais votadas da direita?

    Além de Michelle Bolsonaro, Bia Kicis foi eleita senadora com quase 887 mil votos e defende pautas conservadoras, como anistia aos condenados por atos antidemocráticos. Outra destaque é Caroline de Toni (PL-SC), eleita senadora com 2,6 milhões de votos, conhecida por defender educação domiciliar e posições contrárias ao aborto e à igualdade salarial entre homens e mulheres.

    Como as mulheres no Congresso lidam com as diferenças ideológicas?

    A bancada feminina enfrenta desafios por causa das divergências políticas, mas costuma votar em bloco em pautas específicas, como combate à violência doméstica e oferta de absorventes gratuitos. Apesar das diferenças, há esforço para construir consensos em temas fundamentais, embora assuntos como aborto ainda provoquem discordâncias. A dependência do eleitorado feminino pode limitar retrocessos em políticas públicas.

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