Mulheres no Congresso aumentam, mas agendas divergem em 2026

As eleições de 2026 marcaram um recorde na presença feminina no Congresso Nacional, com 21% das cadeiras ocupadas por mulheres, totalizando 109 deputadas e 18 senadoras. Esse avanço, porém, não significa que as mulheres compartilhem uma agenda política unificada, já que suas posições refletem a polarização ideológica atual.

Como está a presença feminina no Congresso?

O número de mulheres eleitas cresceu graças a leis que garantem cotas e financiamento para candidaturas femininas. Em 2009, a cota mínima de 30% foi instituída, e entre 2018 e 2019, o financiamento obrigatório foi garantido. Isso elevou a bancada feminina de 45 mulheres eleitas em 2010 para 127 deputadas e senadoras em 2027.

Quais as diferenças nas agendas das mulheres no Congresso?

Apesar do crescimento, as mulheres eleitas não formam uma bancada homogênea. Cerca de 48% estão na direita, 43% na esquerda e 9% no centro. Partidos como PT e PL lideram em número de mulheres na Câmara, enquanto o PSOL se destaca pela maior proporção feminina em sua bancada. Essa diversidade reflete disputas intensas sobre direitos reprodutivos, igualdade de gênero e políticas sociais.

O que muda para a política brasileira com essa presença feminina?

O aumento da participação feminina reforça a democracia, mas não garante avanços automáticos nas pautas femininas, especialmente porque algumas senadoras da extrema-direita defendem valores conservadores, como a família tradicional. O cenário político continua polarizado, e a atuação das mulheres no Congresso será decisiva para a disputa pelo segundo turno, considerando que o eleitorado feminino representa 52,8% dos votos.

Leia também: Quem é Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro? · Áudios revelam pressão para ex-ministro agir em favor do Banco Master · Fã-clubes de artistas pop se unem para fortalecer Lula nas redes sociais