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  • MPBA denuncia tenente-coronel da PM-BA por receber R$ 119 mil de líder de milícia

    O tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Luiz Augusto Normanha de Carvalho, está no centro de uma denúncia do Ministério Público da Bahia (MPBA) por supostamente receber R$ 119 mil em transferências bancárias de Carlos Erlani Gonçalves Santos, condenado por liderar uma milícia armada no oeste do estado. As transferências foram feitas em 11 de dezembro de 2023, somando sete depósitos de R$ 15 mil e duas de R$ 7 mil.

    Quais os detalhes das movimentações financeiras?

    De acordo com o MPBA, o total de transferências entre o tenente-coronel e Carlos Erlani chega a 43, somando R$ 338 mil. Deste montante, R$ 286 mil teriam sido pagos de forma recorrente, incluindo parcelas mensais de R$ 15 mil entre setembro de 2021 e abril de 2025. Além disso, foram detectados 15 depósitos que totalizam R$ 41,7 mil na conta da esposa do oficial.

    O que mais foi identificado na investigação?

    Segundo o Ministério Público, Carlos Erlani custeou a mensalidade do curso de Medicina da filha do tenente-coronel, no valor de R$ 11.662,51, e forneceu combustível para o veículo da família. A análise do sigilo bancário indicou que as movimentações financeiras não condizem com os rendimentos declarados pelo casal, que variavam entre R$ 184 mil e R$ 328 mil anuais para o oficial, enquanto os créditos líquidos ultrapassaram R$ 950 mil em 2022 e R$ 1,3 milhão em 2023.

    Há indícios de envolvimento do tenente-coronel com a milícia?

    Mensagens extraídas de celulares apontam que o oficial pode ter atuado na organização da segurança privada da milícia, definindo escalas de vigilantes em propriedades rurais, discutindo negócios de segurança e interferindo em conflitos agrários em favor do grupo, inclusive contra comunidades tradicionais. O MPBA contesta a justificativa do tenente-coronel de que os valores recebidos seriam por serviços de brigada de incêndio, já que não foram apresentados documentos que comprovem essa prestação.

    Qual o status da investigação?

    O tenente-coronel foi preso em 7 de outubro na Operação Terra Justa, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Ele foi denunciado por corrupção passiva militar, enquanto Carlos Erlani responde por corrupção ativa militar. As acusações cobrem um período de pelo menos quatro anos e ainda serão analisadas pela Justiça. A Polícia Militar da Bahia foi procurada para comentar o caso, mas ainda não se manifestou.

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  • Oficial da PM na Bahia é acusado de receber R$ 119 mil de miliciano em um dia

    O oficial da Polícia Militar na Bahia, tenente-coronel Luiz Augusto Normanha de Carvalho, está no centro de uma denúncia do Ministério Público da Bahia (MPBA) por supostamente receber R$ 119 mil de um miliciano em apenas um dia, 11 de dezembro de 2023. Segundo o MP, o pagamento foi feito por meio de nove transferências bancárias, sendo sete de R$ 15 mil e duas de R$ 7 mil, o que levanta suspeitas pela quantia e frequência.

    Quais são os detalhes das transferências financeiras?

    Além do valor citado, o MPBA aponta que, entre setembro de 2021 e abril de 2025, o oficial teria recebido R$ 286 mil em pagamentos mensais regulares de R$ 15 mil do mesmo miliciano, totalizando 43 transações. Também foram identificados R$ 41.700 repassados à esposa do PM em 15 lançamentos, além do pagamento da mensalidade da faculdade de medicina da filha do casal, no valor de R$ 11.662,51, e o custeio do combustível do carro da família.

    O que diz a investigação sobre a origem dos recursos?

    A quebra de sigilo bancário revelou que os rendimentos oficiais do tenente-coronel variavam entre R$ 184 mil e R$ 328 mil por ano, mas as movimentações bancárias indicam créditos superiores a R$ 950 mil em 2022 e R$ 1,3 milhão em 2023. A esposa dele não declarou renda desde 2017, mas sua conta movimentou valores 12 vezes maiores do que o declarado, levantando suspeitas de uso para disfarçar valores possivelmente oriundos de corrupção.

    Qual é o envolvimento do oficial com a milícia?

    O tenente-coronel foi preso em 7 de outubro durante a operação Terra Justa, que investiga sua ligação com o crime organizado. As investigações indicam que ele atuava na escala e logística dos seguranças armados da milícia, discutia turnos e propunha negócios relacionados à segurança. Também teria interferido em conflitos agrários para favorecer a milícia contra comunidades tradicionais.

    Qual a versão do oficial e a resposta do MP?

    O oficial alegou que os valores recebidos seriam por serviços de brigada de incêndio, mas o MPBA rejeitou essa justificativa por falta de documentos que comprovem e por incompatibilidade com áudios e outras evidências. O órgão também destacou que essa tese não explica despesas pessoais como a mensalidade da faculdade da filha e combustível.

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