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  • Senado marca votação da PEC que acaba com escala 6×1 para quarta-feira

    O fim da escala 6×1 está prestes a ser votado no Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação em primeiro turno da PEC que prevê o descanso remunerado de dois dias por semana e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte no salário.

    O que diz a proposta sobre o fim da escala 6×1?

    A PEC nº 221, de 2019, propõe acabar com a jornada de trabalho de seis dias seguidos por um de descanso, conhecida como escala 6×1. Além disso, estabelece uma regra de transição de 14 meses para a adaptação das empresas e mantém o pagamento integral durante o descanso semanal.

    Qual é o histórico da PEC pelo fim da escala 6×1?

    A proposta foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados em maio deste ano e encaminhada ao Senado. Apesar de tentativas da base do governo para pautar a votação, o presidente do Senado manteve o texto parado até agosto, quando enviou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A CCJ aprovou a PEC no início de setembro, mas a votação no plenário só foi agendada para depois das eleições.

    O que muda para os trabalhadores com o fim da escala 6×1?

    Com a aprovação da PEC, os trabalhadores terão direito a dois dias de descanso remunerado por semana, ao invés de um, e a jornada semanal será reduzida de 44 para 40 horas. Essa mudança promete melhorar a qualidade de vida dos funcionários, mantendo os salários sem redução.

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  • Favoritismo de Flávio Bolsonaro complica reeleição de Motta e Alcolumbre no Congresso

    O favoritismo de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial está colocando em xeque a reeleição de Hugo Motta e Davi Alcolumbre para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado a partir de fevereiro. O PL, partido de Flávio, quer assumir o comando de pelo menos uma das Casas, enquanto alas do centrão disputam a outra.

    Como o favoritismo de Flávio Bolsonaro impacta as lideranças do Congresso?

    Flávio Bolsonaro recebeu pedidos de dirigentes dos partidos de Motta e Alcolumbre para mantê-los nas presidências, mas parte do PL quer esperar até novembro para negociar, evitando conflitos antes do segundo turno. Além disso, aguardam a orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro, caso ele seja solto após a eleição.

    Apesar do apoio do União Brasil ao PL na disputa, Flávio resiste a manter Alcolumbre no Senado, e parte da bancada do PL deseja trocar o comando da Casa. Na Câmara, Motta enfrenta desgaste com o PL, principalmente por não pautar a anistia para envolvidos no 8 de Janeiro, o que desagradou os bolsonaristas.

    Quais são as alternativas para as presidências da Câmara e do Senado?

    O Republicanos sugeriu manter Motta, mas Flávio Bolsonaro e seu grupo demonstram resistência. No centrão, nomes como Ciro Nogueira e Doutor Luizinho aparecem como possíveis candidatos para o Senado e a Câmara, respectivamente. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, também é cotado para disputar a presidência da Câmara.

    No Senado, além de Alcolumbre, o coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho, e a ex-ministra Tereza Cristina são opções bolsonaristas. A decisão sobre esses cargos pode incluir negociações envolvendo ministérios e apoio entre partidos do centrão.

    Qual o cenário para o PL e o centrão no Congresso a partir de 2027?

    O PL terá a maior bancada no Congresso, com 28 senadores e 121 deputados, contando ainda com apoio de parlamentares do centrão. Para eleger o presidente do Senado, são necessários 41 votos, o que torna as alianças fundamentais.

    Em caso de vitória de Lula, a situação de Motta seria mais confortável, mas Alcolumbre enfrentaria dificuldades para se reeleger, já que a direita terá bancada expressiva interessada em substituí-lo.

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