Tag: edson fachin

  • STF devolve Operação Sem Desconto a relator e mantém Compliance Zero com Presidência

    O presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinou o retorno da Operação Sem Desconto à relatoria do ministro André Mendonça, enquanto a Operação Compliance Zero permanece provisoriamente sob a gestão da Presidência do tribunal. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (29) após análise dos procedimentos relacionados a ambas as operações.

    Por que a Operação Sem Desconto voltou ao relator?

    De acordo com o presidente do STF, não há menção ou indício concreto envolvendo autoridades com foro privilegiado na Operação Sem Desconto, que apura questões relacionadas ao INSS. Por isso, Fachin entendeu que o processo deve seguir com o ministro André Mendonça para o regular andamento.

    Qual o motivo da permanência da Operação Compliance Zero com a Presidência?

    A Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master, envolve relatórios policiais citando autoridades com prerrogativa de foro no STF. Por isso, o procedimento segue sob a guarda da Presidência do tribunal, mas apenas para decisões urgentes, como análise de prisões cautelares.

    Quanto tempo a Operação Compliance Zero ficará com a Presidência?

    A permanência da Operação Compliance Zero com a Presidência é temporária e limitada a 90 dias a partir de 12 de setembro. Esse prazo pode ser reduzido caso ocorram eventos como o julgamento da questão de ordem pelo Plenário, o fim do prazo para pedido de vista do ministro Flávio Dino, ou a entrega de relatório da Polícia Federal sobre menções a ministros do STF nas investigações.

    Fachin ressaltou que essa decisão não antecipa qualquer julgamento sobre o mérito das investigações nem define definitivamente a competência para o caso. O Plenário do STF ainda vai analisar e decidir sobre a divisão das apurações e a competência para julgamento.

    Leia também: Estados decisivos na eleição do Congresso americano mostram disputa acirrada · Deputada do PSOL aciona PGR contra Flávio Bolsonaro por carta que contesta eleição · Rota de fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA detalhada em infográfico

  • Caso Master completa um mês parado na presidência do STF

    O caso Master STF está parado há um mês na presidência do Supremo Tribunal Federal. Desde 12 de setembro, o ministro Edson Fachin tem represado a análise de pedidos de liberdade e outros processos ligados ao antigo Banco Master, que aguardam despacho no tribunal.

    Por que o caso Master está parado no STF?

    O ministro Fachin direcionou as investigações e processos sobre o Banco Master para seu gabinete, mas tem atrasado decisões importantes. Defesas de investigados, como a do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pedem que os pedidos de liberdade sejam liberados para análise do ministro André Mendonça, antigo relator do caso. Outros quatro investigados presos também aguardam recursos contra prisões preventivas.

    Qual a situação dos processos no plenário do STF?

    Em 15 de setembro, o plenário do STF discutiu se os procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, relacionados ao caso Master, deveriam ser analisados juntos. O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino, que tem até dezembro para devolver o processo. Até lá, a situação permanece indefinida.

    O que vem pela frente no caso Master STF?

    Espera-se que a Polícia Federal entregue um relatório ao ministro Fachin, com menções a integrantes da Corte no caso Master, o que pode acelerar os processos. Fachin afirmou que dará os “encaminhamentos devidos” após receber o relatório completo, defendendo que as investigações respeitem a autonomia das instituições e as competências do STF.

    Além disso, a tensão interna no STF aumentou após o ministro Alexandre de Moraes se reunir com a cúpula da Polícia Federal antes da entrega do relatório, gerando desconforto na Corte. O caso Master STF segue envolto em disputas internas e embates entre ministros, com impactos nas investigações e decisões judiciais.

    Leia também: Flávio Bolsonaro avança ao segundo turno cercado por grupos que disputam ministério · Bancada feminina no Senado do DF é 100% conservadora e assume em 2027 · Ratinho Jr anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno