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  • Abstenção de idosos desafia Lula e Flávio Bolsonaro em cidades-chave do Sudeste

    A abstenção de idosos nas eleições é um desafio para Lula e Flávio Bolsonaro nas cidades-chave do Sudeste. No primeiro turno, a maior parte dos eleitores ausentes tinha mais de 70 anos, especialmente em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a disputa está acirrada.

    Por que a abstenção de idosos nas eleições preocupa as campanhas?

    O índice de abstenção no primeiro turno foi o maior desde 1998, chegando a 21,08%, com 33,5 milhões de eleitores faltando. Desses, quase metade eram jovens e idosos, sendo que 8,46 milhões tinham mais de 70 anos, grupo que Lula quer conquistar para reduzir a diferença de votos para Flávio Bolsonaro.

    Apesar do voto ser facultativo para essa faixa, a campanha petista aposta na mobilização desse público para diminuir a vantagem do adversário, enquanto o time do PL teme a desmobilização dos seus eleitores em estados onde a disputa estadual já foi definida.

    Como as campanhas tentam reverter a abstenção?

    Lula tem pedido aos seus apoiadores que façam trabalho de convencimento porta a porta, especialmente entre os idosos. A campanha também busca garantir transporte público gratuito no dia da votação para facilitar o acesso às urnas.

    Já Flávio Bolsonaro cobra empenho dos aliados eleitos para manter a mobilização nos estados com eleição estadual definida, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a abstenção foi alta. Em São Paulo, ele reuniu vereadores para intensificar o trabalho nos bairros onde Lula teve vantagem.

    Onde a abstenção de idosos nas eleições é mais crítica?

    As maiores taxas de ausência entre idosos estão nas cidades do Sudeste, especialmente São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Guarulhos e Campinas. Nesses locais, a abstenção média dos eleitores acima de 70 anos foi de 57,3%, bem acima da média nacional.

    Essa concentração preocupa as campanhas, pois pode influenciar diretamente no resultado do segundo turno, já que a diferença entre os candidatos é pequena.

    O que especialistas dizem sobre o voto dos abstenções?

    Um cientista político da UFPR explica que há dois tipos de abstenção: voluntária e involuntária. As campanhas focam em convencer os eleitores que optaram por não votar para que compareçam no segundo turno, pois esse grupo é mais suscetível a mudar de comportamento do que tentar conquistar eleitores do adversário.

    Assim, a disputa pelo voto dos idosos ausentes nas eleições pode ser decisiva para o resultado final, especialmente nas cidades do Sudeste, onde a abstenção foi mais elevada.

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  • Conviver em Camaçari promove vida ativa e fortalece vínculos entre idosos

    O Conviver idosos Camaçari é um centro que promove a integração e a vida ativa entre a população idosa da cidade. O espaço oferece diversas atividades, como capoterapia, artesanato, dança e palestras, que ajudam os participantes a manterem vínculos sociais e uma rotina dinâmica.

    Como o Conviver idosos Camaçari impacta a vida dos participantes?

    Para muitos idosos, o Conviver funciona como uma segunda casa, onde podem fazer amizades, aprender novas habilidades e cuidar da saúde. Bernadete Nascimento, de 79 anos, destaca que as aulas de capoterapia e artesanato renovam suas energias e proporcionam momentos de terapia social. Ela também participa de grupos e atividades externas, mantendo uma rotina ativa mesmo após a aposentadoria.

    Quem frequenta o Conviver e quais atividades são oferecidas?

    O espaço recebe idosos como José Marcos, 74 anos, que aproveita para praticar exercícios e socializar, e Raimunda, 75 anos, que encontrou ali um ambiente acolhedor para o artesanato e o convívio. Além disso, Judite, de 70 anos, participa de capoterapia e zumba, reforçando a importância da convivência para manter o bem-estar.

    Qual o papel da gestão no funcionamento do Conviver em Camaçari?

    Gerenciado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania de Camaçari, o Conviver atende cerca de 700 idosos. A coordenadora do espaço ressalta que o local oferece alimentação, atividades culturais e espaço suficiente para a demanda, sendo considerado um verdadeiro refúgio para os participantes. O centro também estimula os idosos a continuarem contribuindo para a sociedade.

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  • MP-BA investiga fraude de R$ 62 mil contra idosa no Banco do Brasil

    O Banco do Brasil está sob investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) após denúncia de uma idosa que sofreu uma fraude de mais de R$ 62 mil via Pix, envolvendo empréstimos não reconhecidos. A 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor instaurou um Inquérito Civil para apurar o caso e possíveis práticas abusivas da instituição.

    Quais as suspeitas contra o Banco do Brasil?

    Segundo a denúncia, a aposentada teria sido orientada pela gerência do banco a contratar um novo empréstimo para cobrir o prejuízo causado pela fraude. Além disso, o Banco do Brasil manteve descontos nos proventos da idosa, mesmo após decisões judiciais contrárias, e teria incluído seu nome em cadastros de inadimplentes como SPC e Serasa.

    O que o MP-BA busca com a investigação?

    O Ministério Público ampliou a apuração para um âmbito coletivo, após identificar milhares de reclamações semelhantes em plataformas como Reclame Aqui e Consumidor.gov.br. O objetivo é verificar se o banco tem adotado práticas abusivas contra consumidores vulneráveis, especialmente idosos, como concessão irregular de crédito e ausência de bloqueios em movimentações suspeitas via Pix.

    Como o MP-BA avalia a conduta da instituição?

    O MP aponta que o banco pode estar praticando “litigância predatória reversa”, tratando multas e sanções judiciais como custos operacionais, o que perpetuaria danos aos consumidores. A investigação também analisa se houve omissão diante das fraudes e retenção indevida de proventos que forçariam o uso compulsório do cheque especial.

    A apuração está em andamento e poderá resultar em medidas judiciais ou extrajudiciais, dependendo dos resultados. Até lá, o caso segue sob análise da 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor do MP-BA.

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  • Mobilidade urbana e envelhecimento: desafios para uma cidade mais acessível

    A mobilidade urbana e envelhecimento são temas que se conectam quando falamos em autonomia e segurança nas cidades. No Brasil, a população com 60 anos ou mais já representa quase 16%. A dificuldade de caminhar com segurança por calçadas e travessias inadequadas limita a independência dos idosos. Isso ocorre em bairros e cidades que não oferecem infraestrutura contínua e acessível, afetando diretamente a qualidade de vida dessas pessoas.

    Como o envelhecimento impacta a mobilidade urbana?

    Com o avanço da idade, caminhar torna-se mais lento e o equilíbrio pode diminuir. Isso exige espaços públicos planejados para atender essas necessidades. Dados do Censo 2022 mostram que apenas 18,8% dos moradores vivem em ruas com calçadas livres de obstáculos e quase 70% não têm rampas para cadeirantes. Obstáculos como postes, buracos e inclinações dificultam a locomoção. Eles podem levar idosos a depender mais de veículos motorizados, reduzindo sua autonomia.

    Quais políticas públicas existem para melhorar a mobilidade urbana e envelhecimento?

    O Brasil já possui avanços legais, como a gratuidade no transporte coletivo para pessoas acima de 65 anos e normas técnicas para acessibilidade. A Política Nacional de Mobilidade Urbana prioriza modos não motorizados e acessibilidade universal. Apesar disso, a implementação ainda é desigual. Muitas vezes as calçadas são construídas de forma fragmentada, sem continuidade, dificultando a circulação segura e confortável dos idosos.

    O que falta para garantir uma mobilidade urbana inclusiva para idosos?

    É fundamental que haja integração entre setores como saúde, assistência social, mobilidade e planejamento urbano para transformar políticas em ações concretas. Uma cidade que permite que idosos atravessem ruas com segurança, usem calçadas sem interrupções e alcancem o transporte público com autonomia beneficia também crianças, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida temporária. O desafio é garantir que a mobilidade urbana e envelhecimento sejam tratados de forma integrada e efetiva, promovendo uma cidade mais justa e democrática para todos.

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