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  • CNI questiona no STF emenda que reduz jornada de trabalho para 40 horas

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação contra a Emenda Constitucional 141/2026, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e extingue a escala 6×1. A CNI questiona a aplicação imediata dessas mudanças aos contratos e acordos vigentes, além das restrições à negociação coletiva sobre jornadas.

    Por que a CNI questiona a redução da jornada de trabalho?

    Segundo a CNI, a emenda viola princípios constitucionais como segurança jurídica, autonomia coletiva e livre iniciativa. A entidade argumenta que a mudança sem período de transição prejudica contratos já firmados entre empresas e trabalhadores, podendo impactar a sustentabilidade dos negócios e a manutenção dos empregos.

    Um ponto que preocupa é a caducidade rápida dos acordos coletivos, que terão validade de apenas dois meses após a emenda. Além disso, as novas limitações à negociação de regimes compensatórios restringem a capacidade de empresas e trabalhadores encontrarem soluções adaptadas às realidades de cada setor.

    Quais os impactos econômicos da redução da jornada?

    A CNI apresentou dados que mostram baixa produtividade do trabalho no Brasil e alerta que a redução da jornada para 40 horas, sem redução salarial, pode aumentar em 11,1% o custo do trabalho formal na indústria, o que representa cerca de R$ 88 bilhões a mais.

    Esses custos extras podem comprometer a competitividade das empresas brasileiras, especialmente diante das diferenças de produtividade internacionais. A CNI destaca que a emenda não prevê período adequado para adaptação, o que fragiliza os negócios e a preservação dos empregos.

    O que a CNI pede ao STF sobre a redução jornada trabalho?

    A Confederação solicita que o STF suspenda a eficácia da emenda para micro e pequenas empresas até que uma lei complementar regulamente o tema. Também pede que os contratos e acordos vigentes sejam preservados durante sua validade e que seja garantido espaço para negociação coletiva.

    A CNI defende um prazo razoável para adaptação às novas regras, considerando os impactos econômicos e sociais, e alerta que a emenda foi aprovada rapidamente, sem avaliar adequadamente as consequências para o setor produtivo e o emprego.

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  • Flávio Bolsonaro vota a favor do fim da escala 6×1 no Senado

    O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro votou a favor do fim da escala 6×1 na noite de quarta-feira, 14, no Senado. A proposta reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado, sem cortar salários. A medida foi aprovada por 75 senadores e segue para promulgação.

    O que é o fim da escala 6×1?

    Essa Proposta de Emenda à Constituição (PEC) representa a primeira redução da jornada de trabalho desde 1988. A escala 6×1 obrigava os trabalhadores a cumprir seis dias seguidos de trabalho, com apenas um dia de descanso. Com a mudança, o descanso passa a ser de dois dias, mantendo o salário integral.

    Por que Flávio Bolsonaro mudou de opinião?

    Apesar de votar a favor, Flávio Bolsonaro já havia criticado a proposta, chamando-a de “oportunista” e afirmando que o presidente Lula poderia ter feito a mudança antes. Ele mantém ressalvas, dizendo que a redução pode aumentar a informalidade e exigir mais contratações. O senador prometeu que, se eleito, seu governo arcaria com os custos, mas não detalhou como.

    Qual a proposta do PL para a jornada de trabalho?

    O partido de Flávio Bolsonaro defende um modelo alternativo à CLT, com contratos flexíveis onde o pagamento é proporcional às horas trabalhadas. Essa proposta, baseada na PEC 12/2026, permite jornadas e remunerações ajustadas entre empregado e empregador, diferente da PEC do fim da escala 6×1, que mantém o salário integral.

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  • Senado marca votação da PEC que acaba com escala 6×1 para quarta-feira

    O fim da escala 6×1 está prestes a ser votado no Senado Federal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação em primeiro turno da PEC que prevê o descanso remunerado de dois dias por semana e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte no salário.

    O que diz a proposta sobre o fim da escala 6×1?

    A PEC nº 221, de 2019, propõe acabar com a jornada de trabalho de seis dias seguidos por um de descanso, conhecida como escala 6×1. Além disso, estabelece uma regra de transição de 14 meses para a adaptação das empresas e mantém o pagamento integral durante o descanso semanal.

    Qual é o histórico da PEC pelo fim da escala 6×1?

    A proposta foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados em maio deste ano e encaminhada ao Senado. Apesar de tentativas da base do governo para pautar a votação, o presidente do Senado manteve o texto parado até agosto, quando enviou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A CCJ aprovou a PEC no início de setembro, mas a votação no plenário só foi agendada para depois das eleições.

    O que muda para os trabalhadores com o fim da escala 6×1?

    Com a aprovação da PEC, os trabalhadores terão direito a dois dias de descanso remunerado por semana, ao invés de um, e a jornada semanal será reduzida de 44 para 40 horas. Essa mudança promete melhorar a qualidade de vida dos funcionários, mantendo os salários sem redução.

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