Tag: mulheres na política

  • Bancada feminina no Senado do DF é 100% conservadora e assume em 2027

    A bancada feminina no Senado do Distrito Federal será 100% conservadora e assume em 2027, com as senadoras Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Damares Alves (Republicanos). As duas primeiras foram eleitas no último fim de semana e tomarão posse em fevereiro, juntando-se à Damares, eleita em 2022 com mandato até 2031.

    Qual o perfil da bancada feminina no Senado do DF?

    Essas senadoras são conhecidas por críticas ao movimento feminista e, em alguns casos, por votar contra projetos que beneficiam mulheres. Por exemplo, Bia Kicis foi uma das parlamentares que votaram contra um projeto de igualdade salarial entre homens e mulheres em 2023, alegando que a CLT já previa essa igualdade.

    Michelle Bolsonaro, por sua vez, liderou o PL Mulher por três anos e defende uma política “feminina, não feminista”, tendo declarado apoio a uma “submissão saudável” e uma postura de “ajudadora do esposo”.

    Como está a representatividade feminina no DF?

    Apesar da bancada feminina no Senado ser uma conquista para a representatividade, nenhuma mulher foi eleita para as oito vagas do DF na Câmara dos Deputados. A cientista política Flávia Biroli destaca que esse cenário reflete mais a projeção da direita e extrema-direita do que o avanço da pauta feminista.

    Ela ressalta que, embora essas mulheres sejam poderosas, não defendem direitos individuais das mulheres nem políticas públicas para elas, focando em uma visão conservadora da família e da ordem social, além de associarem-se ao antipetismo e críticas ao STF.

    O que dizem as senadoras eleitas?

    Bia Kicis afirma que defender os direitos das mulheres não exige adesão a uma corrente ideológica e que pretende trabalhar por todas, focando em segurança, saúde e oportunidades para que cada mulher escolha seu caminho.

    Michelle Bolsonaro, Leila do Vôlei e Erika Kokay não responderam aos pedidos de entrevista sobre o resultado das eleições para o Senado.

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  • TSE lança ações para combater violência política de gênero contra mulheres

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta terça-feira uma série de iniciativas para combater a violência política de gênero, especialmente no ambiente digital. Ações contra ameaças e deepfakes buscam impedir que mulheres sejam afastadas da política. A campanha “Violência Política TEM Gênero” visa prevenir e enfrentar ataques contra candidatas e detentoras de mandato.

    Quais medidas o TSE está adotando contra a violência política de gênero?

    Entre as ações anunciadas, o TSE firmou um protocolo com a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para atuação conjunta. Criou também um painel de dados sobre casos de violência política de gênero e lançou capacitação para magistrados e servidores da Justiça Eleitoral. Foi apresentada a ferramenta Likeness ID, em parceria com o Google, para identificar deepfakes e conteúdos falsos no YouTube durante o período eleitoral.

    Por que a violência política de gênero é um problema grave?

    Integrantes do TSE afirmam que a violência política de gênero vai além das agressões físicas. Ataques digitais coordenados, ameaças e disseminação de informações falsas humilham mulheres na política. A ministra Estela Aranha destacou que deepfakes e outras falsificações digitais causam danos permanentes à honra feminina. Isso dificulta a participação segura das mulheres na política.

    Como o TSE vê o papel dos partidos políticos na questão?

    O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ressaltou que os partidos devem ir além do estímulo formal às candidaturas femininas. Eles precisam garantir condições reais para que mulheres possam disputar, exercer mandatos e permanecer na política sem sofrer violência ou discriminação. Ele também falou sobre a necessidade de romper o “teto de cristal” que impede a ascensão feminina em espaços políticos.

    Com essas iniciativas, o TSE reforça seu compromisso de proteger a participação feminina na política. O objetivo é garantir igualdade, liberdade e segurança para que as mulheres ocupem seus espaços com dignidade.

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