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  • Denúncia aponta suspeitas em pagamentos de obra de praça em Quixabeira

    Uma denúncia sobre a obra de uma praça no povoado de Campo Verde, em Quixabeira, trouxe à tona suspeitas em pagamentos feitos pela Prefeitura, gerando análise do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). O contrato para a construção da praça soma cerca de R$ 1,06 milhão, mas moradores questionam a compatibilidade dos valores pagos com o progresso real da obra.

    Quais irregularidades foram apontadas na denúncia obra praça?

    Segundo o relato apresentado ao TCM-BA, o primeiro pagamento, de R$ 263 mil, referente ao período de julho a agosto, incluiria serviços não executados, como o assentamento de 925 m² de piso sextavado. Moradores afirmam que a área instalada era menor e que os blocos só começaram a ser colocados semanas depois do indicado no relatório. Além disso, fotos anexadas ao relatório mostram divergências, com imagens do piso aparentemente pronto em agosto e outras do terreno ainda sem obras.

    Outro ponto questionado é a cobrança de R$ 35 mil por serviços de paisagismo, sem detalhamento das atividades realizadas. A segunda medição, referente a agosto e setembro, somou R$ 241 mil, elevando os pagamentos para quase metade do contrato, R$ 519,7 mil, mesmo com dúvidas sobre o andamento da obra.

    O que o TCM-BA está fazendo sobre a denúncia obra praça?

    O TCM-BA notificou o prefeito de Quixabeira para apresentar defesa e documentos em até cinco dias. O órgão avalia a possibilidade de suspender pagamentos restantes, que somam cerca de R$ 546 mil, até a conclusão da investigação. O denunciante também pediu uma vistoria presencial para verificar a execução dos serviços e evitar prejuízos aos cofres públicos.

    Além disso, foi apontada a ausência do detalhamento da segunda medição no Portal da Transparência, dificultando o acompanhamento público da obra e reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa.

    O que muda para os moradores de Quixabeira?

    Essa denúncia obra praça traz à tona a preocupação com a correta aplicação dos recursos públicos em Quixabeira. A apuração do TCM-BA pode garantir maior transparência e evitar pagamentos indevidos, garantindo que a praça seja concluída com qualidade e dentro do previsto, beneficiando a comunidade local.

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  • TCM-BA notifica Prefeitura de Salvador sobre reajuste em contrato de lixo

    O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) notificou a Prefeitura de Salvador para esclarecer denúncias envolvendo o reajuste contrato lixo com a empresa BATTRE. A denúncia, feita pela Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA), aponta aumento significativo nas tarifas e prorrogação do contrato por 20 anos sem licitação.

    O que motivou a notificação do TCM-BA?

    A ANAMMA questiona o reajuste das tarifas cobradas pela empresa responsável pelo Aterro Metropolitano Centro, a Estação de Transbordo e a Unidade de Tratamento de Resíduos. Segundo a associação, a tarifa de destinação final subiu 72%, passando de R$ 60,16 para R$ 103,20 por tonelada. Já a tarifa de transbordo aumentou 130%, de R$ 20,24 para R$ 46,06 por tonelada.

    A denúncia também destaca que a concessão foi prorrogada por 20 anos sem licitação e que pagamentos relacionados à amortização de investimentos podem ser indevidos, especialmente após o Inema negar a ampliação do aterro em dezembro de 2025.

    Como a Prefeitura de Salvador deve responder?

    O relator do caso no TCM-BA, conselheiro Ronaldo Sant’Anna, determinou a notificação do prefeito Bruno Reis e do secretário de Ordem Pública, Alexandre Almeida Tinôco. Eles têm 5 dias para apresentar defesa, incluindo o impacto do parecer técnico do Inema sobre o reajuste e documentos que julguem relevantes.

    Qual o próximo passo para o reajuste contrato lixo?

    Após o prazo para manifestação, o processo retornará ao relator para decisão sobre pedido de suspensão dos pagamentos adicionais. A ANAMMA solicitou que os valores antigos sejam mantidos para garantir a continuidade do serviço enquanto a questão é analisada.

    O caso também tramita no Judiciário, mas segundo a associação, as decisões até agora não consideraram os efeitos do indeferimento ambiental do Inema sobre o contrato e suas tarifas.

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