Ministro da Fazenda nega que tabelamento de juros esteja no radar de Lula

O tabelamento de juros não está entre as propostas consideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A ideia de fixar um teto para a taxa Selic, em linha com o crescimento do PIB, tem sido discutida por economistas, mas não faz parte da agenda oficial do governo.

O que diz o ministro sobre o tabelamento de juros?

Dario Durigan descartou que o presidente Lula tenha reuniões agendadas com o economista André Lara Resende, um dos proponentes da ideia de tabelar a Selic. O ministro ressaltou que, embora vários economistas tenham se colocado à disposição para colaborar, não há encontros marcados para discutir essa proposta.

Qual a proposta de Lara Resende?

André Lara Resende sugere um arranjo entre as políticas fiscal e monetária para reduzir gradualmente a Selic, mantendo-a entre a meta de inflação e o crescimento potencial do PIB. A ideia inclui a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional para definir metas conjuntas de médio prazo. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, e a proposta visa reduzir essa taxa para cerca de 7,5% ao longo de um ano.

Como o governo reage às especulações sobre a economia?

O presidente do PT, Edinho Silva, criticou as especulações e afirmou que o único porta-voz oficial do governo na área econômica é o ministro da Fazenda. Lula já manifestou críticas à autonomia do Banco Central e à alta taxa de juros, pressionando por uma Selic menor. Entretanto, integrantes da equipe econômica e aliados defendem uma definição clara da política fiscal para evitar ruídos no mercado.

O que muda para a economia e o mercado?

A discussão sobre o tabelamento de juros gerou apreensão no mercado financeiro, com preocupação sobre o impacto nas contas públicas e na dívida brasileira, que está em 82,9% do PIB. A equipe econômica busca sinalizar estabilidade para conter a alta do dólar e garantir confiança, especialmente com a proximidade do novo mandato de Lula.

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