Categoria: Política

  • PGR se posiciona contra acesso a registro de entrada no Senado de Vorcaro e outros

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionou contra o pedido de acesso a registros de entrada no Senado de Daniel Vorcaro, Viviane Barci e outros, em ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi feito pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter, que quer dados sobre a presença dessas pessoas nas dependências da Casa.

    Por que o pedido de acesso foi negado?

    Segundo o vereador, o Senado recusou fornecer os dados alegando que as informações são pessoais. O procurador Paulo Gonet, no entanto, destacou que o mandado de segurança usado para pedir esses dados não é adequado para defender direitos coletivos, conforme entendimento do STF.

    Quem são os envolvidos no pedido?

    Além de Daniel Vorcaro, o pedido inclui a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. O vereador quer saber se eles tiveram registros de entrada no Senado.

    Qual o próximo passo no processo?

    O caso está sob relatoria do ministro Luiz Fux, mas ainda não tem data para decisão. A manifestação do procurador-geral pode influenciar o julgamento da Corte sobre o acesso a esses registros.

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  • Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro acertam abertura de sigilos e aguardam decisão de Mendonça

    As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro anunciaram nesta quinta-feira um acordo para a abertura de sigilos dos candidatos e pessoas ligadas a eles. O pedido formal foi enviado ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que agora deve avaliar e decidir sobre a liberação dos documentos.

    Como foi o acordo entre as campanhas para a abertura de sigilos?

    Por meio de suas equipes jurídicas, Lula e Flávio assinaram uma petição autorizando o levantamento imediato dos dados bancários, fiscais e telefônicos deles e de seus familiares. No caso de Flávio, o documento inclui contas no Brasil e no exterior, além de uma offshore ligada a um amigo do senador.

    A advogada da campanha de Flávio, Maria Cláudia Bucchianeri, explicou que a entrega dos documentos dependerá da análise prévia do material apresentado por Lula. A campanha petista, por sua vez, defende que a troca de informações seja simultânea, sem liberar nada antes que o adversário também faça o mesmo.

    Qual o papel do ministro André Mendonça na abertura dos sigilos?

    André Mendonça, vice-presidente do TSE, é o responsável por analisar o pedido para a liberação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos candidatos. Ele não tem prazo para decidir, o que mantém a expectativa das campanhas e do público.

    Quais foram os desdobramentos recentes na disputa pelos sigilos?

    A polêmica começou após Lula desafiar Flávio a abrir seus dados para esclarecer suspeitas. Flávio respondeu com uma lista de exigências, incluindo informações sobre familiares de Lula e dados de voos da Força Aérea Brasileira. Lula aceitou as condições, e as campanhas formalizaram o acordo.

    O senador Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, afirmou que o presidente não tem objeções às condições impostas. Já o ex-procurador Deltan Dallagnol, que acompanha a campanha de Flávio, declarou que a equipe vai cumprir os compromissos até o prazo final, mas espera que Lula também cumpra as promessas feitas.

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  • Jerônimo alerta que Bahia pode perder repasses federais se Flávio Bolsonaro vencer

    O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, demonstrou preocupação com os repasses federais para o estado caso o senador Flávio Bolsonaro vença o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo (25). Segundo ele, a continuidade do presidente Lula é a melhor opção para garantir investimentos e obras na Bahia.

    Por que Jerônimo teme a perda dos repasses federais na Bahia?

    Jerônimo Rodrigues afirmou que, com um novo governo liderado por Flávio Bolsonaro, a Bahia pode não contar com as mesmas condições financeiras para investimentos. Ele destacou que o grupo bolsonarista promove divisões políticas e regionais, o que pode prejudicar a unidade do país e o fluxo de recursos para o estado.

    Como o governador defende o agronegócio baiano?

    O governador também rebateu críticas feitas pelo deputado Nikolas Ferreira, que usou imagens de Luís Eduardo Magalhães para questionar a região Nordeste. Jerônimo explicou que a cidade é um importante polo do agronegócio brasileiro, contribuindo significativamente para a safra de grãos e para o PIB da Bahia. Além disso, ressaltou o potencial do Nordeste em energias limpas e fruticultura irrigada, combatendo visões estigmatizadas sobre a região.

    Qual é a visão de Jerônimo sobre as diferenças regionais?

    Jerônimo Rodrigues pediu respeito às diferenças regionais e criticou o uso das eleições para fomentar preconceitos entre Norte-Nordeste e Sul-Sudeste. Ele afirmou que a população baiana e nordestina tem papel fundamental na produção de alimentos, energia e serviços para o Brasil, e que os problemas sociais do Nordeste devem ser enfrentados com políticas públicas, não com discurso político divisório.

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  • Flávio Bolsonaro teria participado de festa em lancha com lobistas e prostitutas na pandemia

    Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência, teria participado de uma festa em lancha em Brasília em julho de 2020, no auge da pandemia de Covid-19. A festa em lancha contou com a presença de lobistas e prostitutas, segundo reportagem da revista piauí.

    Quem organizou a festa em lancha com Flávio Bolsonaro?

    Segundo a publicação, a festa foi organizada pelos empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos. Eles queriam se aproximar do governo Jair Bolsonaro para tentar fechar um acordo para fornecer a vacina indiana Covaxin. Com a ajuda do agente de viagens Raphael Barão, promoveram um churrasco a bordo de uma lancha no lago Paranoá, que contou com três prostitutas trazidas de São Paulo.

    O que aconteceu durante a festa em lancha?

    Flávio Bolsonaro teria chegado acompanhado de Alexandre Santini, então amigo e sócio do senador. A festa durou das 10h30 às 15h, com uma compra de quase R$ 2 mil em restaurante. A revista relata que o senador desceu à cabina da lancha com uma das prostitutas durante o evento. No fim, Trento teria presenteado Flávio com um relógio Rolex.

    Qual o contexto da festa em lancha na pandemia?

    Em julho de 2020, o Brasil enfrentava um pico de mortes pela Covid-19, com restrições de circulação e fechamento de vários setores. A vacina só chegou ao país no ano seguinte. Trento, Maximiano e Barão foram investigados na CPI da Covid por suspeita de lavagem de dinheiro, o que negam. Flávio Bolsonaro defendeu a Precisa Medicamentos na CPI e elogiou sua diretora.

    O que mudou após a festa em lancha?

    Três meses depois, Flávio teria facilitado encontro de Maximiano com o presidente do BNDES para discutir financiamento em telecomunicações. Na época, Flávio negou ter relação comercial com Maximiano. Até o momento, o senador não comentou a reportagem da revista piauí.

    Leia também: Flávio Bolsonaro impõe condições que complicam resposta ao desafio de Lula · STF decide que ISS não deve entrar na base de cálculo do PIS/Cofins · Estilo conciliador de Lula explica postura em debates eleitorais

  • Flávio Bolsonaro impõe condições que complicam resposta ao desafio de Lula

    O desafio de Lula para a abertura de sigilo das famílias dos candidatos à Presidência ganhou uma resposta do senador Flávio Bolsonaro (PL) que complica o cenário. Nesta quarta-feira, ele apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição com várias condições que tornam difícil a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, não só dele, mas também de seus familiares.

    Quais são as condições de Flávio Bolsonaro para abrir os sigilos?

    Flávio Bolsonaro aceitou liberar seus sigilos e os de seus familiares, mas dos últimos 20 anos, um período muito maior do que os oito anos propostos inicialmente por Lula. Além disso, ele pediu que Lula também abra sigilos de assessores próximos, empresas ligadas a familiares e sócios, o Instituto Lula e a empresa de palestras L.I.L.S., desde 2003. Essas exigências ampliadas desviam do foco do desafio original.

    O que Lula propôs no desafio de abertura de sigilo?

    Durante um debate na TV Bandeirantes, Lula lançou o desafio para que ambos os candidatos liberassem seus sigilos e os de suas famílias dos últimos oito anos. Ele incluiu na proposta a abertura das contas das pessoas jurídicas das quais sejam sócios ou administradores, e as contas em que figuram como responsáveis financeiros. O documento da campanha de Lula lista apenas uma empresa ligada a ele, a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda.

    Como o TSE está envolvido no desafio de Lula?

    Flávio Bolsonaro protocolou uma petição no TSE pedindo que o tribunal intime Lula a aceitar ou recusar suas condições. Caso Lula não aceite, que fique registrado no processo a recusa. A disputa sobre a abertura dos sigilos virou assunto nas redes sociais, com a hashtag “AbreOSigiloFlavio” liderando nos dias seguintes ao desafio.

    Quais outras polêmicas cercam Flávio Bolsonaro?

    Além do desafio de Lula, Flávio é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), relacionados a um advogado amigo e ao financiamento da cinebiografia “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro. Ele nega participação em uma offshore ligada a essas investigações, apesar de denúncias anteriores que o mencionam como “usuário master” de uma conta bancária suspeita.

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  • STF decide que ISS não deve entrar na base de cálculo do PIS/Cofins

    O STF decidiu que o ISS base PIS Cofins não deve ser considerada na hora de calcular essas contribuições federais. A decisão, tomada pelo plenário nesta quarta-feira (21), encerra um julgamento iniciado em 2008 e pode impactar em R$ 35 bilhões as contas do governo federal.

    O que mudou com a decisão do STF sobre ISS base PIS Cofins?

    Segundo o Supremo, o ISS não faz parte do patrimônio das empresas, pois é um valor que elas apenas repassam aos municípios e ao Distrito Federal. Por isso, esse imposto não pode compor a base de cálculo do PIS e da Cofins, que são tributos federais. O ISS é cobrado sobre serviços como clínicas médicas, escolas, eventos e assistência técnica.

    Como a decisão afeta empresas e o governo?

    Com a tese fixada pelo STF, todos os casos semelhantes em andamento pelo Brasil seguirão essa orientação. Isso significa que empresas terão que revisar seus cálculos, enquanto o governo federal pode perder até R$ 35 bilhões em arrecadação, já que o ISS não será mais incluído na base do PIS/Cofins.

    Qual foi o caso que motivou o julgamento?

    O julgamento começou a partir de um recurso de uma empresa de ônibus que contestava a inclusão do ISS na base de cálculo do PIS/Cofins, após decisão da Justiça Federal que havia reconhecido essa incidência. O STF entendeu que o ISS tem caráter transitório e não definitivo no patrimônio das empresas, justificando a exclusão.

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  • Estilo conciliador de Lula explica postura em debates eleitorais

    O estilo conciliador de Lula é a chave para entender sua postura nos debates eleitorais. Diferente do confronto direto que muitos candidatos adotam, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prioriza o diálogo e a defesa de suas ideias, evitando transformar perguntas em ataques pessoais. Essa característica ficou clara no debate presidencial recente, quando usou ironia para responder a uma provocação de Flávio Bolsonaro.

    Qual a origem do estilo conciliador de Lula?

    O jeito de negociar e buscar acordos vem da trajetória sindical de Lula no ABC paulista, onde liderou os metalúrgicos nas décadas de 1970 e 1980. Na época, ele precisava equilibrar pressão e diálogo para conquistar direitos, negociando com empresários e autoridades durante a ditadura militar. Essa experiência moldou sua habilidade de conversar com diferentes grupos, inclusive adversários políticos.

    Como o estilo conciliador de Lula aparece nos debates eleitorais?

    Apesar de Lula ser conhecido por negociações, ele não foge do confronto quando necessário. Em 1989, por exemplo, usou ironia para responder a uma provocação de Ronaldo Caiado durante um debate presidencial. Mais recentemente, no debate de 2026, respondeu a Flávio Bolsonaro com uma provocação envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesses momentos, a ironia surge como reação a provocações, não como estratégia inicial.

    Por que o estilo conciliador de Lula é diferente do confronto típico dos debates?

    Enquanto muitos candidatos buscam o confronto como objetivo principal para ganhar destaque nas redes sociais, Lula usa o embate como ferramenta para avançar em negociações e defender suas propostas. Seu perfil de articulador e negociador se destaca na construção de alianças e diálogo com diversos setores, o que não impede críticas duras, mas evita o confronto gratuito nos debates.

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  • Pesquisas para presidente no 2º turno mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula

    As pesquisas para presidente no segundo turno mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) com uma leve vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o agregador de pesquisas da BBC News Brasil, Flávio aparece com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula.

    Como funciona o agregador de pesquisas para presidente no segundo turno?

    O agregador da BBC News Brasil reúne dados de várias pesquisas eleitorais feitas por institutos como Datafolha, Quaest e AtlasIntel. Ele combina os resultados para traçar uma média ponderada das intenções de voto, considerando o tamanho da amostra, a data da pesquisa e diferenças metodológicas entre os institutos.

    Quais são os números atuais das pesquisas?

    De acordo com o agregador, Flávio Bolsonaro tem entre 44% e 49% das intenções de voto, enquanto Lula varia de 42% a 47%. Além disso, cerca de 10% dos eleitores ainda não escolheram candidato ou pretendem votar em branco ou nulo.

    O que muda para os eleitores com essas pesquisas?

    Essas pesquisas refletem o momento atual da opinião pública, mas não garantem o resultado final da eleição. O cenário pode mudar até o dia da votação, já que os eleitores podem alterar suas escolhas ou decidir não votar. O agregador é uma ferramenta para acompanhar a evolução das intenções, não uma previsão definitiva.

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  • Escritório de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 4 milhões antes de aprovação no Senado

    O escritório de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 4 milhões da banca do advogado Edvaldo Nilo em 2025, semanas antes do Senado analisar a nomeação de Nilo para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Os pagamentos foram feitos em duas parcelas, uma em agosto e outra em outubro, pouco antes da aprovação no Senado.

    Qual a relação entre o escritório de Flávio Bolsonaro e Edvaldo Nilo?

    Segundo Edvaldo Nilo, os valores pagos ao escritório de Flávio Bolsonaro referem-se a serviços advocatícios prestados em conjunto para clientes privados, sem envolvimento de recursos públicos ou órgãos federativos. A parceria jurídica teria ocorrido dentro de um contrato firmado em abril de 2025 e encerrado em outubro do mesmo ano.

    Como foi a aprovação de Edvaldo Nilo no Senado?

    Edvaldo Nilo foi aprovado pelo Senado para integrar o CNMP com 54 votos a favor e 3 contrários, em sessão secreta. Flávio Bolsonaro participou da votação, mas sua posição não foi divulgada. Nilo já ocupava cargo no CNMP desde 2023 e foi reconduzido em 2025.

    Quais outras informações sobre o escritório de Flávio Bolsonaro?

    O escritório de Flávio emitiu notas fiscais que somam ao menos R$ 13,7 milhões entre 2023 e 2026. Ele funciona na casa do senador em Brasília e é administrado por uma funcionária que mora na periferia da capital. Os pagamentos foram feitos para contas bancárias no Santander e BRB, incluindo uma conta ligada a Flávio e a outro advogado, segundo a Polícia Federal, embora ambos neguem.

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  • Lula desafia Flávio Bolsonaro para quebra de sigilo bancário e telefônico no Maranhão

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição, voltou a provocar o senador Flávio Bolsonaro durante sua agenda em São Luís, Maranhão. Lula desafiou o adversário a autorizar a quebra de sigilo bancário e telefônico, enquanto ele mesmo já entregou esses documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    O que Lula entregou ao TSE?

    De acordo com Lula, os documentos que autorizam a quebra de sigilo bancário e telefônico dele, dos filhos e da primeira-dama Rosângela Lula da Silva foram protocolados no TSE. A medida reforça o compromisso do presidente com a transparência na disputa eleitoral.

    Por que a quebra de sigilo é um desafio?

    Lula lançou o desafio para que Flávio Bolsonaro permita o acesso a seus dados sigilosos como forma de responder a questionamentos e fortalecer sua campanha. O embate entre os dois candidatos ganhou tom de provocação neste ponto.

    O que muda para o eleitor no Maranhão?

    Com o tema da quebra de sigilo em evidência, o eleitor maranhense acompanha de perto essa disputa de transparência entre os candidatos. A movimentação pode influenciar a imagem dos políticos e impactar o voto na região.

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